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terça-feira, agosto 08, 2006

A Morte da Razão - Introdução e a Natureza da Graça

A MORTE DA RAZÃO – CAPÍTULO 01


Introdução

Se alguém vai passar uma longa temporada no exterior, é de se esperar que aprenda a língua do país a que se destina. Mais do que isso, entretanto, faz-se necessário ele poder realmente comunicar-se com aqueles no meio dos quais viverá. Impõe-se-lhe aprender ainda outra língua – a das formas de pensamento das pessoas com quem falará. É somente assim que conseguirá real comunicação com elas e a elas. O mesmo se dá com a Igreja Cristã. Sua responsabilidade não é apenas professar os princípios básicos da fé cristã, à luz das Escrituras; cumpre-lhe comunicar estas verdades imutáveis à geração em que se situa.

Cada geração cristã defronta com este problema de aprender como falar ao seu tempo de maneira comunicativa. É problema que se não pode resolver sem uma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração. Diferirão elas ligeiramente de lugar para lugar, e em maior grau de nação para nação. Contudo, características há de uma época tal em que vivemos que são as mesmas onde quer que nos achemos. A características tais é que darei especial consideração. E o propósito que tenho está longe de ser mera satisfação à curiosidade intelectual. À medida que avançarmos, evidenciar-se-á mais a mais o alcance das conseqüências práticas da compreensão adequada destes movimentos de pensamento hodierno.

Surpreender-se-ão alguns que, analisando as tendências do pensamento moderno, eu comece com Tomás de Aquino e prossiga, tendo-o como ponte de partida. Estou, porém, persuadido de que o nosso estudo deve interessar-se, não só isoladamente como também conjuntamente, pela história e pela filosofia. Só nos será possível compreender as tendências atuais do mundo do pensamento, se visualizarmos a situação segundo sua origem histórica, e, ao mesmo tempo, atentarmos minuciosamente, para o desenvolvimento das formas de pensamento filosófico. Somente após havermos efetuado este ponto preliminar teremos condições para enfrentar os aspectos práticos da questão de como comunicar a verdade imutável a um mundo em mudança.


Natureza e Graça

A origem do homem moderno se pode atribuir a diversos períodos. Todavia, partirei do ensino de alguém que transformou o mundo de modo muito real. Tomás de Aquino (1225-1274) abriu caminho para a discussão do que convencionalmente é designado de “natureza e graça”. Elas podem ser representadas em termos do seguinte diagrama:


XXXXXXXXXXGRAÇA
XXXXXXXXXX______________

XXXXXXXXXXNATUREZA


Este diagrama pode ser ampliado nos seguintes moldes, mostrando o que se inclui em ambos os níveis:

GRAÇA, O NÍVEL SUPERIOR:
XXXXXXXXXXDeus o criador;
XXXXXXXXXXO céu e as coisas celestes;
XXXXXXXXXXO invisível e sua Influência na terra;
XXXXXXXXXXA alma humana;
XXXXXXXXXXA unidade
________________________________________________________________

NATUREZA, O NÍVEL INFERIOR:
XXXXXXXXXXA criação;
XXXXXXXXXXA Terra e as coisas terrenas;
XXXXXXXXXXO visível e o que fazem a natureza e o homem na Terra;
XXXXXXXXXXO corpo humano;
XXXXXXXXXXA diversidade.


Até essa época, as formas de pensamento haviam sido bizantinas. As realidades celestiais capitalizavam toda importância e se revestiam de tal santidade que não eram retratadas de maneira realista. É o que se observa com relação a Maria e a Jesus Cristo: - não são nunca retratados de forma realista nesta fase. Retratam-se apenas símbolos. Assim, se examinarmos qualquer dos mosaicos do fim do período bizantino no batistério de Florença, por exemplo, não é um retrato de Maria que veremos, mas um símbolo que representa Maria.

Por outro lado, a natureza em si – as árvores e as montanhas – não se revestia de interesse para o artista, exceto como sendo parte desse mundo em que vivemos. O alpinismo, por exemplo, simplesmente não exercia apelo algum como escalada a ser intentada pelo prazer de subir montanhas. Como veremos, esse esporte como tal só veio a surgir realmente quando ao fim se despertou um novo interesse pela natureza. Destarte, antes de Tomás de Aquino, dava-se esmagadora ênfase às coisas celestes, tão remotas e transcendentes, tão santas se sublimes, representadas através de símbolos, com pouco interesse pela natureza como tal. Com o advento de Tomás de Aquino temos o verdadeiro surto da Renascença humanística.

A concepção tomista da natureza e graça não envolvia completa descontinuidade dos dois princípios porquanto sustentava Tomás de Aquino um conceito de unidade que as correlacionava. Desde os tempos de Aquino, por muitos anos a seguir, houve empenho constante de estabelecer-se uma unidade da graça e natureza, bem como a esperança de que a racionalidade houvesse de dizer algo a respeito de uma e outra.

Uma boa porção de coisas excelentes adveio do surto do pensamento renascentista. De modo particular, a natureza passou a usufruir de conceito mais apropriado.

Do ponto de vista bíblico a natureza é importante porquanto criada por Deus e, por isso, não deve ser menosprezada. Nem devem às coisas relativas ao corpo ser desprezadas quando comparadas com as da alma. Tudo que reflete a beleza se reveste de importância. A sexualidade em si mesma não é um mal. Tudo isto se integra no fato de que Deus nos outorgou na própria natureza uma dádiva excelente, pelo que, se o homem a desdenha, está, na realidade, atentando contra a dignidade daquilo que é criação divina. Destarte, em certo sentido, está desprezando ao próprio Deus, pois que despreza o que Deus criou.


Tomás de Aquino e o Autônomo

Ao mesmo tempo, estamos agora em condições de ver o significado do diagrama da natureza e graça numa perspectiva diferente. Embora bons resultados adviessem da posição de maior realce conferida à natureza, isso deu lugar a muita coisa de cunho destrutivo, como se verá. Na concepção tomista a vontade humana estava decaída, mas não o intelecto. Dessa noção incompleta do conceito bíblico de Queda, defluiram todas as dificuldades subseqüentes. O intelecto humano se tornou autônomo. Em um aspecto era o homem agora independente, autônomo.

Esta esfera do autônomo em Tomás de Aquino assume várias formas: Um dos resultados, por exemplo, foi o desenvolvimento da teologia natural. Nesta perspectiva a teologia natural é uma teologia que se poderia formular independentemente das Escrituras. Embora fosse um estudo autônomo, ele esperava que resultasse numa unidade e dizia existir uma correlação inegável entre a teologia natural e a Bíblia. O ponto importante, porém, no que se seguiu foi que uma área completamente autônoma assim se estabelecia.

Com base neste princípio de autonomia, também a filosofia se tornou livre e se separou da revelação. Portanto, a filosofia começou a criar asas, por assim dizer, voando por onde quer que lhe aprazia, deixando à margem as Escrituras. Não quer isto dizer que essa tendência não se manifestara em tempos anteriores, apenas que de agora em diante se patenteia de maneira mais completa.

Nem se limitou à teologia filosófica de Tomás de Aquino. Bem logo se fez sentir no mundo da arte.

O processo educacional hodierno tem um ponto falho por não levar em conta as associações naturais entre as diferentes disciplinas. Tendemos a estudá-las todas à parte, em linhas paralelas. Esta tendência é real tanto na educação secular como na educação cristã. Esta é uma das razões por que evangélicos se têm surpreendido ante a tremenda mudança produzida em nossa geração. Temos estudado exegese apenas como exegese, teologia apenas como teologia, filosofia apenas como filosofia; estudamos algo na esfera da arte, apenas como arte; estudamos música simplesmente como sendo música, despercebidos de que são elaborações humanas e as coisas do homem não se podem conceber como linhas paralelas não relacionadas.

Há diversas maneiras em que esta associação de teologia, filosofia e arte emergiu em seqüela a Tomás de Aquino.


Pintores e Escritores

O primeiro artista a ser assim influenciado foi Cimabue (1240-1302), mestre de Giotto (1267-1337). Visto que Tomás de Aquino viveu de 1225 a 1274, estas influências se fizeram sentir bem depressa no campo da arte. Ao invés de situarem todos os motivos da arte acima da linha divisória entre a natureza e a graça na maneira simbólica do Bizantino, Cimabue e Giotto começara a pintar as coisas da natureza como natureza. Neste período de transição a mudança não ocorreu toda de uma vez. Havia, por isso, a tendência, a princípio, de se pintarem os elementos de menos importância no quadro de forma naturalista, continuando, porém a se representar Maria, por exemplo, como um símbolo.

Depois Dante (1265-1321) passou a escrever de maneira como estes artistas pintavam. De repente, tudo começa a alterar-se no sentido de que a natureza veio a tornar-se importante. Idêntica expressão pode-se perceber nos renomados escritores Petrarca (1304-1374) e Bocácio (1313-1375). Petrarca foi o primeiro de quem se ouviu dizer jamais haver escalado montanhas sem ser pelo simples prazer de fazê-lo. Tal interesse pela natureza como Deus a criou é, como já vimos, bom e apropriado. Tomás de Aquino, porém, havia aberto caminho a um Humanismo Autônomo, uma filosofia autônoma e, tão logo o movimento adquiriu força, e a tendência se tornou um verdadeiro dilúvio.


Natureza Versus Graça

O princípio vital a notar-se é que, à medida que a natureza se fazia autônoma, passava a “devorar” a graça. Através da Renascença, de Dante a Miguel Ângelo, gradualmente a natureza se fez mais inteiramente autônoma. Ela libertou-se de Deus à medida que os filósofos humanistas começaram a operar cada vez mais à vontade. Quando a Renascença chegou ao seu clímax, a natureza havia devorado a graça.

De várias maneiras pode-se demonstrar isto. Comecemos com uma miniatura conhecida como Grandes Heures de Rohan (Grandes Horas de Rohan), pintada por volta de 1415. O motivo que explora é uma estória miraculosa do período. Maria, José e o menino, em fuga para o Egito, passam por um campo em que um homem está semeando, e um milagre se realiza. Germina o grão semeado, e cresce no espaço de mais ou menos uma hora, e se mostra em condições de ser ceifado. Quando o homem se põe a cortar o trigo, aparecem os soldados que vinham em perseguição à família fugitiva e indagam: “Quanto tempo faz que passaram por aqui?” Responde o lavrador que na ocasião ele estava semeando aquele cereal e, diante disso, os soldados retrocedem. Não é, porém, propriamente a estória que nos interessa, mas a maneira como se dispõe as figuras na miniatura. Em primeiro lugar, há uma notória diferença no tamanho das figuras de Maria e José, do menino, do criado e do jumento, que ocupam a parte superior da tela e o dominam pelas dimensões avultadas, e as minúsculas representações do soldado e do homem que empunha a foice na porção inferior do quadro. Em segundo lugar, a mensagem se evidencia não só mercê do porte das figuras superiores, mas ainda pelo fato de que o fundo dessa porção é coberto de linhas douradas. Há, pois, total expressão pictórica da graça e da natureza.

Este é o antigo conceito, a graça avultadamente importante, a natureza merecendo pouco destaque.

No Norte Europeu, Van Eyck (1380-1441) foi quem abriu a porta à natureza numa nova maneira. Começou a pintar a natureza real, tal qual se mostra. Em 1410, data muito importante na história da arte, pintou uma miniatura de reduzidas proporções. Mede apenas doze por oito centímetros. É, contudo, um quadro de tremendo significado porque representa a primeira paisagem real. Deu origem a todos os fundos de quadro que surgiram posteriormente no decurso da Renascença. O tema é o batismo de Jesus, mas a cena abrange apenas diminutas áreas no quadro como um todo. O fundo apresenta um rio, um castelo muito real, casas, colinas e outros elementos – paisagem natural: a natureza se tornou importante. Depois desta, paisagens do gênero se difundiram rapidamente do norte ao sul da Europa.

Surge logo o estágio seguinte. Em 1435, Van Eyck pintou a Madona do Chanceler Rolin – hoje no Museu do Louvre, em Paris. A característica significante é que o Chanceler Rolin, ao defrontar-se com Maria, tem as mesmas dimensões que ela. Maria não mais se retrata remota, o Chanceler não mais um figura minúscula, como teria sido o caso em relação aos patrocinadores do período anterior. Embora tenha as mãos em postura de prece, aparece em pé de igualdade com Maria. De agora em diante a pressão se faz sentir: como resolver este equilíbrio entre a graça e a natureza?

Neste ponto cabe uma menção a Masaccio (1401-1428), outro vulto importante. Ele dá o próximo grande passo na Itália após Giotto, que faleceu em 1337, por introduzir perspectiva e espaço reais. Pela primeira vez, a luz é projetada da direção própria. Por exemplo, na maravilhosa Capela Carmina em Florença, há uma janela que ele levou em consideração ao pintar os quadros nas paredes, de sorte que as sombras nas pinturas caem na posição que a luz advinda dessa janela determina. Estava Masaccio fitando a natureza real, verdadeira. Pintava de tal modo que seus quadros pareciam refletir a exata perspectiva da realidade em três dimensões; dão a sensação de atmosfera; e ele introduziu a composição real. Viveu apenas até os vinte e sete anos; entretanto, abriu quase de completo a porta à natureza. Com a obra de Masaccio, assim como com a maior parte dos trabalhos de Van Eyck, a ênfase à natureza foi tal que poderia ter levado à pintura um verdadeiro ponto de vista bíblico.

Com Filippo Lippi (1406-1469), salta à vista que a natureza começa a “devorar” a graça de modo mais sério do que se viu na Madona do Chanceler Rolin, de Van Eyck. Bem poucos anos antes, artista nenhum ousaria pensar em pintar Maria em moldes naturais – pintar-lhe-ia apenas um símbolo. Quando, porém, Filippo Lippi executou o quadro da Madona em 1465 a mudança que se patenteava era surpreendente. Retratava uma jovem extremamente formosa com uma criança nos braços em uma paisagem que sem dúvida fora grandemente influenciada pela obra de Van Eyck. Esta Madona já não mais era um símbolo remoto, distante, de cunho transcendente, era uma linda jovem com uma criança. Mas, há algo ainda que devemos saber acerca deste quadro. A jovem que representava Maria, era nada menos que sua amante, fato conhecido de toda Florença. Ninguém teria ousado fazer isso alguns anos antes. A natureza estava matando a graça.

Na França, Fouquet (cerca de 1416-1480) pintou por volta de 1450, a amante do rei, Agnes Sorel, como Maria. Todos quantos conheciam a Corte de perto, vendo o quadro, sabiam tratar-se da então amante do rei. Ademais, Fouquet pintou-a com um dos seios à mostra. Enquanto nos tempos precedentes a representação seria de Maria amamentando o menino Jesus, agora era a amante do rei, com um seio à vista - e a graça estava morta!

O ponto a acentuar-se é que a natureza, uma vez tratada como coisa autônoma, reveste-se de caráter destrutivo. Tão logo se estabelece esse reino autônomo verifica-se que o elemento inferior começa a corroer o superior. Daqui por diante referir-me-ei a estes dois elementos como o “andar inferior” e o “andar superior”.


Leonardo da Vinci e Rafael

Leonardo da Vinci é a figura que em seguida se impõe à consideração. Ele introduz um novo fator no fluxo da história e mais do que qualquer vulto que o precedeu é a individualidade que mais se aproxima do homem moderno. Viveu de 1452 a 1519, faixa que se reveste de não reduzida importância porquanto coincide com os primórdios da Reforma Protestante. Integra também, e com acentuada relevância, a assinalada mudança que se manifestou no pensamento filosófico. Cósimo de Médicis, o velho, de Florença, que faleceu em 1464, foi o primeiro a perceber a importância da filosofia de Platão. Tomás de Aquino havia introduzido o pensamento aristotélico. Cósimo começou a bater-se pelo Neo-Platonismo. Ficino (1433-1499), o grande neo-platonista, foi mestre de Lourenço, o Magnífico (1449-1492). Nos dias de Leonardo da Vinci era o Neo-Platonismo força dominante em Florença. Assumiu essa relevância simplesmente porque se fazia mister encontrar algo a colocar-se no “andar superior”. O Neo-Platonismo era guindado a essa privilegiada posição com vistas a restaurar idéias e ideais – isto é, coisas universais:

XXXXXXXXXXGRAÇA – UNIVERSAIS
XXXXXXXXXX___________________________

XXXXXXXXXXNATUREZA – PARTICULARES


Um quadro que ilustra este ponto é A Escola de Atenas, de Rafael (1483-1520). Na sala do Vaticano em que se encontra esta obra famosa, Rafael pintou em uma das paredes um mural que representa a Igreja Católica Romana que contrabalança, na parede oposta, A Escola de Atenas que tipifica o pensamento pagão clássico. Em A Escola de Atenas Rafael retrata a diferença entre o elemento aristotélico e o platônico. Os dois filósofos ocupam o centro do quadro. Aristóteles com as mãos voltadas para o chão. Platão a apontar para o alto.

Este problema pode-se expressar de outra forma. Onde encontrar a unidade, depois de conceder plena liberdade à diversidade? Se são libertadas, de que modo conservá-las num todo uno? Leonardo se debateu com este problema. Ele era um pintor neoplatônico e, muitos o têm dito – julgo que com muita propriedade -, o primeiro matemático moderno. Percebeu ele que, se partirmos da racionalidade autônoma, chegaremos à matemática (matéria que se pode medir); e a matemática trata somente de particulares, nunca de universais. Portanto, não iremos nunca além da mecânica. A uma pessoa que se apercebia de quão necessária era a unidade, era patente a insuficiência deste esquema. Procurou, pois, pintar a alma. Não a alma cristã; a alma era-lhe a universalidade, a alma, por exemplo, do amor ou da árvore.


XXXXXXXXXXALMA – UNIDADE
XXXXXXXXXX____________________________________

XXXXXXXXXXMATEMÁTICA – PARTICULARES – MECÂNICA


Uma das razões por que jamais pintou de modo intenso foi simplesmente porque procurou desenhar, sempre desenhar, com vistas a ser capaz de retratar o universal. Não é necessário dizer que jamais o conseguiu.

Giovanni Gentile, um dos maiores expoentes do pensamento filosófico italiano, falecido em tempos relativamente recentes, disse que Leonardo morreu em desalento porquanto não queria abrir mão da esperança de uma unidade racional entre os particulares e o universal. Para haver escapado a esse desalento, necessário teria sido que Leonardo fosse criatura diferente. Ter-lhe-ia sido imperativo desvencilhar-se desse anelo por uma unidade acima e abaixo da linha. Leonardo, que não era pensador da linhagem moderna, jamais abandonou a esperança de um campo de conhecimento unificado. Em outras palavras, não abriria mão da esperança do homem erudito que, no passado, se caracterizou por esta insistência em um todo unificado de conhecimento.


O próximo artigo desta série é UMA UNIDADE DE NATUREZA E GRAÇA

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1 Comments:

Blogger Roger said...

Estamos discutindo sobre a morte da razao la no nosso Blog.
Se vc ainda estiver por ai e tiver interesse será bem vindo.

9:45 AM  

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